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29/04/09 - RS elabora Plano de Mudanças Climáticas
A partir de agosto de 2010 o Rio Grande do Sul poderá contar com o seu Plano de Mudanças Climáticas. A previsão foi feita nesta quinta-feira (23) em reunião do Fórum Gaúcho de Mudanças Climáticas (FGMC), presidido pelo Secretário Estadual do Meio Ambiente, Berfran Rosado.
O Plano Estadual de Mudanças Climáticas deverá ser encaminhado para a Assembléia Legislativa, a fim de que se torne lei e possa conduzir políticas públicas específicas para o tema. O FGMC, órgão interinstitucional criado em 2007, está elaborando o documento básico para isso.
O Plano será elaborado a partir de diagnósticos do clima e de possíveis mudanças que já estariam acontecendo, além de prognósticos realizados por cientistas, como vulnerabilidades, impactos, adaptação, mitigação e suas interfaces com as diferentes atividades produtivas. A partir de informações de cunho global, serão identificados os impactos específicos sobre o Cone Sul e, em particular, sobre o RS. O documento pretende priorizar regiões e setores produtivos do Estado com algum fator vinculado às mudanças climáticas já identificado, que permita ações imediatas.
"O aquecimento global e as mudanças climáticas se apresentam como dois dos principais temas para o futuro da humanidade neste Século XXI. Se confirmados os prognósticos iniciais, seus efeitos se farão sentir mundialmente, podendo o Rio Grande do Sul ser influenciado tanto negativa, como positivamente, dependendo do conhecimento e capacidade de adaptação disponíveis", disse a bióloga e pesquisadora da Fundação Zoobotânica do RS, Luiza Chomenko, que integra o FGMC, ao explanar o planejamento das ações do órgão. "O Estado deve estar preparado para agir, liderando a sociedade na aplicação de medidas de adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, através de ações integradas e integradoras entre distintos setores envolvidos", complementou.
O Secretário Berfran Rosado, destacou o cunho interinstitucional do Fórum, como forma de tornar perenes as suas ações. "Este é um Fórum que tem que ser cada vez mais de Estado e não de governo para ter garantidas as condições políticas de implementação de suas proposições. A participação de vários representantes, seja do governo, do setor produtivo, das instituições de pesquisa, reveste-se de muito valor", falou Berfran. Ele se comprometeu em buscar a consolidação das ações do Fórum, por meio da articulação com possíveis parceiros, já que o órgão não conta com destinação específica de recursos para efetivação de suas propostas.
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ASSECOM SEMA
Texto: Jornalista Jussara Pelissoli (RMT 6108)
Coordenação: Jornalista Lurdes Nascimento (RMT 6174)
F: 51. 3288.8114/ 3288.8115/ 8445.7723
www.sema.rs.gov.br
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