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08/04/09 - Liberdade para uma ave migratória

falcão-peregrinoCom muita emoção, funcionários da Fundação Zoobotânica do RS deram liberdade a um exemplar macho adulto de Falcão-peregrino (Falco peregrinu), entregue no Parque Zoológico, em Sapucaia do Sul, pelo IBAMA, no dia 15 de março passado.

A ave, plenamente recuperada, foi devolvida à liberdade, dia 6 de abril, e deverá seguir sua migração até a América do Norte, já que as aves que aparecem no Rio Grande do Sul permanecem aqui até março/abril. Uma anilha, cedida pelo CEMAVE - Centro Nacional de Pesquisa para Conservação das Aves Silvestres, foi colocada em uma das patas da ave, para acompanhar o roteiro que a espécie vai percorrer, ato comum entre os especialistas nesta área.

O falcão-peregrino é uma das aves de rapina mais famosas do mundo e a mais apreciada pelos praticantes da arte da falcoaria. A espécie é legendária pela velocidade que atinge em vôo, ao perseguir suas presas. Consta que pode chegar aos 322 km/h ou, segundo algumas fontes, até 440 km/h , o que faz do falcão-peregrino a criatura mais veloz sobre a face do planeta. A espécie nidifica no Alasca, norte do Canadá e Groenlândia, podendo migrar até o sul da América do Sul, o que representa um deslocamento anual de aproximadamente 22.000 km .

Pesa de 600g a 900g, sendo que as fêmeas são maiores que os machos. É uma ave praticamente cosmopolita, ou seja, pode ser encontrada em todos os continentes, exceto a Antártica. Alimenta-se principalmente de aves de porte médio, como pombos, mas morcegos e até grandes insetos também podem fazer parte de sua dieta.

Os falcões-peregrinos quase foram extintos em muitas regiões do mundo pelo uso de pesticidas organoclorados, especialmente o DDT. Desde que o DDT foi banido, no início da década de 1970, as populações da espécie se recuperaram a partir da reintrodução de aves criadas em cativeiro e da proteção especial aos seus locais de reprodução.

No Brasil e no Rio Grande do Sul a espécie não se reproduz, mas aparece como ave migratória vinda da América do Norte, ocupando paisagens abertas e também cidades. Apesar de ocorrer regularmente, não é uma ave comum. Observar esta espécie é um privilégio e motivo de comemoração entre os ornitólogos e observadores de aves.

>> Veja a galeria de imagens do falcão-peregrino no Zôo

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Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social
Fundação Zoobotânica do RS
Jorn. Elisabete Monlleo Martins da Silva
Fotos: Sergio Bavaresco
Fone: 3336.3281

 

 
     
 
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